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SOBRE O CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO

Espetáculo O CALDEIRÃO DA SANTA CRUZ DO DESERTO estreia em Ocupações de BH, do dia 21 de abril a 21 de maio

A peça inicia uma série de apresentações a partir do dia 21 de abril, na Ocupação Rosa Leão [Izidora], e finaliza sua temporada de estreia no dia 21 de maio, no Espaço Comum Luiz Estrela. Viabilizado através do Prêmio Myriam Muniz de Teatro 2015 e também com apoio do Fundo Estadual de Cultura do Governo de Minas.

SINOPSE e HISTÓRICO:

Um pedaço de chão, um canto de mundo, um povo que caminha. O CALDEIRÃO DA SANTA CRUZ DO DESERTO foi uma comunidade liderada pelo Beato José Lourenço, sob a orientação de Padre Cícero, nos anos 30. A região, em plena seca no sertão do Ceará, era abastecida por um único poço: o “Caldeirão”. O trabalho era distribuído entre todos – sem exploração. E repartiam o que tinham entre si. Os poderes locais combateram violentamente essa ocupação pacífica, espalhando o boato de que dali surgiria uma rebelião: uma “Nova Canudos”. A comunidade foi bombardeada em 1937. Em 2017, esse episódio, literalmente queimado dos registros da história oficial, completará 80 anos. Rememorá-lo, em paralelo às atuais ocupações, é um manifesto reflexivo sobre as lutas por terra, por moradia e pelos direitos em nosso país.

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO

Concepção: Bruna Chiaradia • Direção: Zé Walter Albinati • Dramaturgia: Raysner de Paula e Zé Walter Albinati • Textos/investigação de cenas/pesquisa musical: o coletivo • Atores/criadores: Benjamin Abras, Bruna Chiaradia, Fabiana Loyola, Helaine Freitas, Katia Aracelle, Lucas Chiaradia, Marcus Carvalho e Victor Alves • Comitiva de pesquisa no Cariri (CE): Benjamin Abras, Bruna Chiaradia, Marcelo Carrusca, Raysner de Paula e Tita Carvalho • Direção Musical: Lucas Chiaradia e Zé Walter Albinati • Trilha Sonora Original: Bruna Chiaradia e Lucas Chiaradia • Arranjo e preparação vocais: Zé Walter Albinati •  Pesquisa musical (no Cariri)/orientação percussiva: Tita Carvalho/Projeto Puf Tictá • Preparação corporal: Benjamin Abras • Treinamento de danças urbanas: Victor Alves (Espaço Laia) • Consultoria cenográfica e figurinos: Helaine Freitas • Equipe de adereços/gravuras/mamulengos/cenografia/figurino: Benjamim Abras, Helaine Freitas e coletivo • Depoimentos de contemporâneos do fato histórico: Dona Rosinha e Pedro Andrade (Cariri/CE) • Interlocução na pesquisa histórica: Cia. Carroça de Mamulengos, Cia. do Tijolo (SP), Crianças gestoras da Fundação Casa Grande (CE), Dane de Jade (CE), Oswald Barroso (UFC/UECE) e Rosemberg Cariry (CE) • Interlocução sobre ocupações e cidadania: Frei Gilvander Luis Moreira, Joviano Mayer, Luiz Fernando Vasconcelos, ‘seu’ Orlando (Ocupação Dandara), Roberto Andrés, grupo de moradores das ocupações e militantes das Brigadas Populares. • Vídeo registro: André Luiz Oliveira • Registro fotográfico: Kika Antunes e Fernanda Abdo •Projeto gráfico: Alex Jason • Produção Executiva: Íris Prates e Lucas Chiaradia • Direção de Produção: Marcelo Carrusca • Produção: Lima Produções Culturais